quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Partir

Talvez eu tenha que ir. Talvez eu tenha que ficar. Talvez seja a hora de crescer. Talvez seja a hora de mudar.
Não sei quais são os planos do futuro pra mim, não sei o que me aguarda amanha. Mas sei que uma imensa confusão aperta meu coração e estraçalha meu cerebro. Queria poder viver embaixo das asas dos meus pais pra sempre. Não quero depender deles, mas queria ter a proteção. Proteção de sair de casa e abraça-los, e quando voltar eles ainda estarem ali.
Eu tenho medo de partir. Não sei o que me aguarda lá na frente, não sei quem vou encontrar. Café da manha da mamãe, almoço do papai. O tempo tem passado tão rápido que as vezes não me toco que já cresci, já não noto que mudei, já não vejo que passou.
Como encarar a realidade? como aceitar que é preciso ter metas pra viver, mas que as vezes também tem que se perder?
Lágrimas escorrem pelo meu rosto e me entristecem ao me lembrar que não sei nem o que serei daqui a dois minutos, muito menos saberei sobre o amanhã. Se for melhor eu ir, eu irei. Se for melhor ficar, ficarei. Nada é feito de um jeito que não deva acontecer.
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